Crush
Uma lembrança afetiva do Nordeste retorna como obra “colorida artificialmente” e carregada de ironia.

Sala de imprensa · Artes visuais
MAURÍCIO SILVA
Artista pernambucano radicado na França reúne mais de 50 obras em exposição no Recife.
NÚMERO
APRESENTA
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A exposição
Radicado há duas décadas em Meudon, nos arredores de Paris, o artista volta ao Recife com trabalhos inéditos e séries produzidas entre Pernambuco e a França.
O artista pernambucano Maurício Silva abre, no dia 10 de setembro, às 18h, a exposição Aller Retour, na Número, em Boa Viagem. A mostra reúne mais de 50 trabalhos entre pinturas, gravuras, colagens, objetos e múltiplos, articulando diferentes momentos de sua produção na França e no Recife.
O título — expressão francesa para “ida e volta” — nasce dos antigos bilhetes de metrô de papel guardados pelo artista ao longo dos anos. Pintados um a um, eles aparecem em sete obras inéditas e funcionam como vestígios de percurso: pequenos documentos de uma vida construída entre dois lugares.
O humor e o jogo de linguagem atravessam trabalhos como Crush, releitura da antiga tampa do refrigerante que marcou gerações no Nordeste, e Saco de Arte — Arte de Saco, múltiplo criado para aproximar a obra do público. Também integram a exposição as Eurocêntricas Gravuras Eletrônicas, colagens que tensionam o peso da tradição europeia na formação artística brasileira.
Com trajetória iniciada em Pernambuco, Maurício vive há cerca de 20 anos na França e já apresentou trabalhos em países como Alemanha, Holanda e Bélgica. Em Aller Retour, o retorno deixa de ser apenas geográfico: vira matéria, memória e método de criação.
“Eu não me sinto fora do Brasil. Eu me sinto dentro do mundo.”— Maurício Silva
Uma lembrança afetiva do Nordeste retorna como obra “colorida artificialmente” e carregada de ironia.
Bilhetes do metrô francês, preservados durante anos, são pintados e reorganizados em novos trajetos visuais.
Sacos numerados e assinados colocam em circulação uma provocação bem-humorada sobre valor e acesso à arte.

O artista
Maurício Silva constrói uma obra marcada pelo trânsito entre culturas, pela memória dos objetos e por um humor que desloca imagens familiares.
Pernambucano radicado há cerca de duas décadas em Meudon, nos arredores de Paris, o artista trabalha com pintura, gravura, colagem, objetos e múltiplos. Sua produção já circulou por países como Alemanha, Holanda e Bélgica e retorna agora ao Recife em Aller Retour.

Entrevista · Lula Portela
Maurício Silva fala sobre a volta ao Recife, a memória afetiva por trás de Crush, a produção de Aller Retour e a performance-surpresa preparada para a abertura.
Leia a entrevista completa →Materiais para imprensa
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